Projeto Rio de Paz luta para tornar visível através de manifestações criativas e questionar o quanto incompreensível e apática está a sociedade carioca ao conviver diariamente com tamanha violência. Talvez fruto de uma cultura fragmentada que se acostumou a responsabilizar os outros enquanto nossos filhos alimentam esta guerra diariamente com o consumo de drogas….
Shine Global é uma organização que se dedica ao fim do abuso e exploração de crianças em todo o mundo através de filmes documentários de sensibilização para promover a ação e inspirar mudanças políticas. É a sétima arte como poderoso instrumento de sensibilização e transformação.
Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein ao filósofo alemão Eric Gutkind e que veio à tona recentemente revela que o cientista desdenhava a religião. (Fonte: BBC Brasil).
“A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis”
Concordo em dois pontos; que a Bíblia revela a fraqueza humana, o quão fraco é o homem em sua miserável existência. Pois conhecendo Deus tomamos maior consciência de nós mesmos. E concordo também no que se refere “bastante infantis”, claro, para Deus somos como crianças, e para nos aproximarmos Dele devemos nos portar como crianças a fim de aprendermos e sermos transformados, Deus é humilde e detesta arrogância de homens ‘sábios’, para Ele o homem mais sábio é pó! Ele se revelou encarnado num homem simples, para que aprendessemos a conhecê-lo, e este homem disse:
“Quem receber esta criança em meu nome a mim me recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou; porque aquele que entre vós for o menor de todos, esse é que é grande”. (Lucas 9:48)
“Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.” (Lucas 10:21)
“Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nehuma entrará nele. (Marcos 10:14,15).
Uma mente genial não ter conhecido Jesus, mas a religiosidade dos homens, que pena, que desperdício, mas com certeza hoje ele conhece.
Um novo projeto da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, pretende investigar as causas da popularidade da religião e os mecanismos da crença religiosa. (Fonte BBC BRasil).
“Se fala muito em o que é bom ou ruim, se a religião faz bem ou não, mas a realidade é que, da perspectiva científica, ainda há muito a ser estudado e poucas pesquisas. Portanto, qualquer afirmação sobre isso seria prematuro”, disse Barrett.
“A religiosidade é o estado natural. A falta de crença é relativamente não-natural e pouco comum”, disse o pesquisador.
“Se os cientistas conseguirem explicar porque as pessoas tendem a acreditar em deuses e porque outras acreditam que não há deuses, certamente a presença de uma explicação científica não irá significar que você não deve acreditar em uma coisa ou outra, mas oferecerá possibilidades de explicação.”
Obs: Até que enfim, descobriram o que Calvino já sabia; que o homem possui o sensus divinitais.
Este vídeo nos dá uma amostra do que podemos fazer e deixamos para depois… nos faz pensar quanto tempo ainda temos para fazer a diferença!
Livro pequeno de fácil leitura, mas de conteúdo relevante e orientador para os amantes das artes visuais. Uma leitura da arte moderna pelas lentes de Paul Klee (1879-1940). No prefácio de Günther Regel, é revelado “o fenômeno Paul Klee”, a pessoa: artista, professor, músico e poeta que viveu a turbulenta geração dos `ismos´ da modernidade, sem ficar limitado as técnicas e aos manifestos, apegou-se ao essencial;
Sobre a arte moderna:
“Admiti a legitimidade do conceito objetivo no quadro, e com isso obtive uma nova dimensão.Designei cada um dos elementos formais em seu contexto próprio e particular. Procurei tornar claro o modo como eles saem desse posisionamento. Procurei esclarecer a sua formação como grupo e as combinações desses grupos, a princípio limitadas e depois um pouco mais amplas, em imagens. Imagens que podem se chamar construções abstratas, mas concretamente podem assumir nomes, de acordo com o sentido das associações comparativas que despertam (com estrela, vaso, planta, bicho, cabeça ou homem).” (p.61)
“Essa mobilidade do pensamento nos caminhos da criação natural é uma boa escola para a configuração de formas.”
“A partir dessa perspectiva, é preciso perdoar o artista se ele considera o estado presente do mundo de fenômenos com que se depara como algo acidentalmente paralisado, no tempo e no espaço. Como algo completamente limitado, em comparação com a sua visão profunda e a mobilidade do seu sentimen-to.” (p.65)
“Porque as obras de arte não só reproduzem com vivacidade o que é visto, mas também tornam visível o que é vislumbrado em segredo.” (p.66)
“Além disso, também não quero mostrar o homem como ele é, mas apenas como ele poderia ser. E desse modo posso obter com êxito a ligação entre uma visão de mundo e o puro exercício artístico.” (p.67)
“Encontramos fragmentos, mas não o todo” (p.68)
Sobre a luz de Robert Delaunay, traduzido por Paul Klee:
“Enquanto a arte não se libertar do objeto, ela é descrição, literatura, reduzindo-se à utilização de meios de expressão equivocados, escravizando-se à imitação. E isso também vale para quando ela enfatiza os fenomênos luminosos de um objeto ou as relações de luz em meio a vários objetos sem que dessa maneira a luz se eleve até alcançar uma interdependência apresentativa.” (p.79)
O ponto de vista próprio:
“Em minha arte falta um tipo apaixonado de humanidade. Não tenho um verdadeiro amor terreno pelos animais ou por todas as criaturas. Não me inclino para eles nem os elevo até mim. Prefiro me dissolver na totalidade, e permaneço num patamar de fraternidade em relação ao próximo, a todos os meus vizinhos terrenos. Procuro um ponto original de criação afastado, onde pressinto que há um tipo de fórmula para o homem, animal, planta, terra, fogo, água, ar, e todas as forças circundantes ao mesmo tempo.” (p.80)
Caminhos do estudo da natureza:
“No passado, a crença na arte e o estudo da natureza, correlacionado a essa crença, consistiam no que se pode chamar de uma pesquisa penosamente minuciosa da aparência. Eu e você, o artista e seu objeto, procurávamos relações seguindo o caminho físico-ótico através da camada de ar entre nós. Nesse percurso foram obtidas pinturas notáveis da superfície dos objetos filtrada pelo ar, e com isso se desenvolveu a arte da visão ótica, diante da qual a arte de observar e tornar visíveis impressões e representações não-óticas permanecia negligenciada.
As conquistas da pesquisa da aparência não têm que ser desvalorizadas por causa disso, é preciso apenas ampliá-las. Hoje, esse caminho não corresponde mais às nossas necessidades, como também não era a única necessidade de anteontem. O artista de hoje é mais do que uma câmera aperfeiçoada; ele é mais complexo, rico e espacial. É uma criatura sobre a terra e uma criatura dentro do todo, ou seja, uma criatura num astro vagando entre os astros.” (p.81, 82)
“O objeto se amplia para além de sua aparência, por meio de nosso saber acerca de seu interior.” (p.82)
“Antes um ponto de vista anatômico, agora um ponto de vista mais psicológico.” (p.83)
“Por meio da vivência conquistada nos diferentes caminhos e transformada em trabalho, o estudante dá indicações do grau atingido em seu diálogo com o objeto natural. Seu desenvolvimento na contemplação e observação da natureza, ao pôr em evidência sua concepção do universo, o tornam capaz de criar configurações livres de formas abstratas, que ultrapassam a intensão esquemática e alcançam uma nova naturalidade: a naturalidade da obra. Então ele cria uma obra, ou toma parte na criação de obras que são uma parábola da criação divina.” (p.84)
Estes ensaios com algumas citações acima, traçam um caminho pelo pensamento de Paul Klee, mas não são suficientes, para satisfazer o leitor que irá encontrar outros ensaios além de anexos, como uma carta de Kandinsky e o currículo do artista. Não deixe de ler as notas.